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10 de Dezembro de 2018. Bem-vindo!
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Partir
Paula Parisot
16 x 23
280
Se o homem no pode decidir onde nascer, deve ento escolher onde morrer. Em Partir, um homem cujo nome e idade no conhecemos escolhe o seu destino: o Alasca. Ele no tem ocupao fixa, nunca se casou e no teve filhos. Um dia decide que hora de partir. Consegue emprestado o carro de um amigo, com o qual deixa Jack Kerouac, seu marreco de estimao e nica companhia, aluga o quarto e sala em que vive, no Rio de Janeiro, e pe o p na estrada. Errtico, toma o rumo do sul, seguindo primeiro para o Uruguai e a Argentina, depois Chile, Bolvia, Peru, Equador e Colmbia, de onde atravessaria para o Panam para seguir viagem at a imensido branca do Alasca. Ao esticar o caminho, estaria ele tentando alongar o prazer da viagem ou evitar a frustrao de, no fim, no conseguir encontrar aquilo que procurava? Enquanto viaja, o heri-narrador fala de comida, de alegria, de sofrimento e de a
Contado em primeira pessoa, Partir acompanha a trajetria do narrador, um homem sem amarras que preza pela liberdade individual e sai em viagem pela Amrica Latina com o objetivo final de chegar ao Alasca. No caminho, conhece figuras inusitadas, enquanto faz digresses e reflete sobre sua vida. Escrito ao longo de trs anos, este o terceiro livro publicado por Paula Parisot, que lanou pela Companhia das Letras A dama da solido, coletnea de contos finalista do Prmio Jabuti, e pela editora Leya o romance Gonzos e parafusos, para o qual criou uma performance.
Raymundo Curupyra, o caypora
Glauco Mattoso
14 x 21 cm
256
Raymundo um sujeito extremamente azarado, assombrado pela urucubaca, por isso vive se metendo nas piores encrencas imaginveis, como ser sequestrado, torturado e ingressar na poltica. Sempre ao seu lado, tentando diminuir o fardo, est seu amigo Craque, que usa um certo poeta cego como escravo sexual.
Trata-se de uma obra nica no gnero. Um romance contado (ou cantado) em duzentos sonetos herico-decasslabos, a histria tem lugar numa So Paulo contempornea e decadente, onde se desenrolam a ascenso e o fracasso de dois amigos inseparveis, Raymundo e o apelidado Craque. Raymundo um sujeito extremamente azarado, assombrado pela urucubaca, por isso vive se metendo nas piores encrencas imaginveis, como ser sequestrado e torturado. Sempre ao seu lado, tentando diminuir o fardo, est seu amigo Craque, que usa um certo poeta cego como escravo sexual. Entre aventuras e desventuras ambos acabam em um conflito violento na Cracolndia, antecipando pela arte as intervenes policiais naquela regio em 2012. Curiosidades sobre a obra: - Orelha assinada pelo escritor Marcelino Freire; - Posfcio do professor Joo Adolfo Hansen; - O livro preserva a ortografia vigente antes do Acordo Ortogrfico de 1943 como uma forma particular de protesto do autor que, desde 2009, vem adotando tal formato por entender os acordos ortogrficos como deliberaes autoritrias e arbitrrias promulgadas pelo Estado.
Senhorita Christina
Mircea Eliade
19 x 27 cm
184
Em traduo direta do romeno, a luxuosa edio do TORDESILHAS guarda outro presente: as belas ilustraes de Santiago Caruso, argentino que ilustrou A condessa sangrenta, de Alejandra Pizarnik, tambm publicado por este selo. O posfcio do romeno Sorin Alexandrescu, sobrinho de Mircea Eliade e especialista na obra do tio.
Depois de tantos vampiros amansados, que at renunciam ao sangue humano, nada como oferecer terror de primeira qualidade ao pblico apreciador do gnero, permeado pela maldade que fez a carreira e a fama desses seres meio mortos, meio vivos. Senhorita Christina uma novela rigorosamente dentro dos padres internacionais do vampirismo, com um detalhe: foi escrita por um dos maiores intelectuais do sculo XX, Mircea Eliade, mais conhecido como historiador das religies, e no pas de origem do conde Drcula – a Romnia. O ano 1935. gor, jovem e belo artista plstico, e o professor Nazarie, arquelogo, so hspedes do imenso casaro sede de “Z.”, latifndio decadente em Giurgiu, distrito na fronteira romena com a Bulgria. A senhora Moscu, dona da propriedade, vive com as filhas Sanda, uma jovem adulta, e Simina, de nove anos. medida que os dias – e sobretudo as noites – passam, fenmenos cada vez mais estranhos se sucedem, a comear pelo comportamento da senhora Moscu – acometida de sbitas ausncias, como que hipnotizada por algum – e de Simina, cujo cruel cinismo incompatvel com uma criana. Sanda, por sua vez, parece prisioneira de um terrvel segredo que no consegue ou no pode explicar a gor, por quem se apaixona. Aos poucos, os hspedes percebem a ascendncia de senhorita Christina, irm da senhora Moscu morta aos vinte anos, durante uma revolta de camponeses que tomou a Romnia em 1907. Seu quarto permanece intocado, e o enigmtico retrato da dama domina o aposento, impressionando gor. Simina diz conversar com a tia morta e ela mesma comea a aparecer em sonhos para o artista, a quem revela sua paixo. Sonho e realidade vo se mesclando, e gor j no sabe distinguir se delira com a presena de Christina em seu quarto, onde ela deixa a inconfundvel fragrncia de violeta, ou se est se envolvendo com a loucura de uma famlia doentia. Tudo se encaminha para o embate velado entre Christina, mistura de fantasma e vampiro, e Sanda, que disputam, em condies bastante desiguais, o amor do mesmo homem. Este, por sua vez, acossado pela volpia da morta-viva, em cenas de extrema sensualidade, enquanto se compromete com Sanda – j agonizante no leito, atacada por moscas espectrais que vo lhe sugando o sangue. O final apotetico, e no se revela aqui para se preservar o prazer da leitura. Porque, de fato, a leitura de Senhorita Christina prazerosa, sobretudo para os que apreciam o suspense e o terror. A atmosfera lgubre, mas sem aqueles exageros que hoje at soam cmicos: nada de dentes caninos protuberantes, castelos tenebrosos, morcegos ameaadores ou urnas funerrias que servem de cama quando surge a aurora. A fatalidade impera, e todos os personagens so prisioneiros da presena diablica de Christina at o desenlace da narrativa. E todos so psicologicamente densos, ao ponto de Simina, com sua perfdia protegida pela aparente fragilidade de criana, aterrorizar o leitor. Ao mesmo tempo, uma intensa sensualidade permeia o livro – acusado de “pornogrfico”, quando publicado em 1936, o que valeu a Eliade uma suspenso temporria da universidade onde lecionava. Em traduo direta do romeno, a luxuosa edio do Tordesilhas guarda outro presente: as belas ilustraes de Santiago Caruso, argentino que ilustrou A condessa sangrenta, de Alejandra Pizarnik, tambm publicado por este selo. O posfcio do romeno Sorin Alexandrescu, sobrinho de Mircea Eliade e especialista na obra do tio.
Tango, com violino
Eduardo Alves da Costa
14 x 21
352
Tango, com violino descreve o dia a dia de Abeliano, um professor de histria da arte aposentado que envelheceu “ex abrupto, no momento em que se deu conta de que poderia viajar gratuitamente nos nibus municipais”. A partir da ele desenvolve o hbito de andar ao acaso nos coletivos da cidade, na esperana de que seu itinerrio lhe revele algo inusitado. Desse modo, acaba por transformar a banalidade cotidiana em uma srie de aventuras que atribuem importncia a cada contato humano, a cada paisagem urbana. Alimentando-se do que v e do que ouve, em todo nibus que entra Abeliano vive um universo possvel e fugaz, que se desfaz a cada fim de viagem para ressurgir na prxima, o que lhe possibilita “adiar o mergulho no isolamento irremedivel e definitivo”.
Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E no dizemos nada. Na segunda noite, j no se escondem: pisam as flores, matam nosso co, e no dizemos nada. At que um dia, o mais frgil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E j no podemos dizer nada. Esses so os versos mais famosos do poema “No caminho, com Maiakvski”, do brasileiro Eduardo Alves da Costa, cuja autoria costuma ser erroneamente atribuda ao poeta russo. Escritos em 1968, eles ganharam uma nova legio de admiradores durante a campanha das Diretas-J, nos anos 1980, e viraram at corrente na internet nos anos 1990. Recentemente, um post no Facebook da Revista Bula tratava de desfazer o equvoco de sua autoria para os jovens leitores do sculo XXI. Poeta (figura na antologia Os cem melhores poetas brasileiros do sculo, organizada por Jos Numane Pinto), dramaturgo, contista e artista plstico com obras expostas na Frana e na Alemanha, Eduardo Alves da Costa volta cena literria com um romance a ser publicado em maio pela editora Tordesilhas. Com o ttulo emprestado de outro de seus poemas (publicado na antologia Salamargo), Tango, com violino descreve o dia a dia de Abeliano, um professor de histria da arte aposentado que vive em um pequeno hotel localizado em um bairro decadente da cidade de So Paulo e envelheceu “ex abrupto, no momento em que se deu conta de que poderia viajar gratuitamente nos nibus municipais”.Abelianodesenvolve ento o hbito de pegar nibus ao acaso, sem saber para onde eles vo, e, ao faz-lo, vai transformando a banalidade cotidiana em uma aventura que atribui importncia a cada contato humano, a cada paisagem urbana – todos de passagem, inconsequentes, ligeiros. Alimentando-se do ver, do ouvir e das prprias elucubraes sobre o passado e o que ocorre ao redor, em todo nibus que entra Abeliano vive um universo possvel, um universo fugaz, que se desfaz a cada fim de viagem para ressurgir na prxima. A maioria das obras que abordam a velhice enfatiza a doena, a depresso, a decadncia, a derrota, mas Eduardo Alves da Costa preferiu o caminho do estoicismo, daqueles que no se entregam, que procuram manter a lucidez, substituindo a depresso pelo distanciamento irnico em relao ao mundo, sociedade – e sobretudo a si mesmos. O romance no uma narrativa orgnica, definida, clara, consequente, acabada. antes um moto-perptuo, um Bolero de Ravel cujo tema recorrente se acresce aos poucos de novos significados aparentemente insignificantes, de reiteraes cujo resultado ser, em ltima instncia, a velhice irremedivel, a morte, o esquecimento, ou, se assim preferir o leitor, o salto para a transcendncia, para a manifestao do ser. Os fatos se sucedem numa repetio que, aparentemente, no leva a parte alguma, o que refora a situao dos personagens, suspensos numa outra realidade, na qual se tornam invisveis, inexistentes, excludos, uma espcie de limbo, pequeno universo mantido pela inteligncia, pelo humor, pelo atrevimento de no s permanecerem vivos, mas agudamente lcidos. A morte acompanha Abeliano e dialoga com ele sob vrios disfarces at a cena final, em que danam um tango no corredor de um nibus estacionado no terminal. Uma dana amigvel e afetuosa que marca um recomeo para o qual nosso heri se mostra pleno de energia.
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